Um passo distante na madrugada constante
Fumaça de insônia
Entrelaçadas em meias, em lençóis frios,
Frios como beijos de inverno
Sol de boca sem calor
Palmas contínuas no silêncio surdo do quarto colorido
No pensamento saturado em preto e branco
Sem papo ao menos com o cigarro meu traidor,
Abajur-vitral, companheiro mudo
Do poeta sem sono.
Foto-Imagem extraída (Google).
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