quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Fácil.... como roubar doce de Adulto






De que serve o doce da abelha?
Nessa rouquidão de melaço
A gente se lambuza, dando laço
Nos corpos sujos, melados de açúcar.
Dos fios de cabelo-mel às unhas de vidro doce
Eis a separação amarga,
Do arco-íris do pirulito
E a nostalgia que traz
A bala de olhos gulosos.
Devorar-te como uma bala
Queria eu...
Mas de que serve o teu doce,
Senão de chupar...
Eu vou de banca em banca roubar,
Um doce sorriso de caramelo
Da tua venda.



Foto-imagem extraída (Google).

sábado, 18 de agosto de 2012

A olho nú





Teu corpo era cego
Bruto e preso a si mesmo,
Os olhos que esperava ver
Eram cobertos por lentes de seda branca
Com bordados de flores amarelas-pálidas.
Quando o sol estava saindo pela porta dos fundos
E deixando ainda um pouco do alaranjado
Em minha xícara de café suado
Ela veio sem seus óculos,
Teu corpo agora trasborda pelos olhos
A pureza, ingenuidade de seus pelos
Arrepiados na pele crua,
Eis que a pupila dilatada e dura
Sentia o prazer de que a brisa estabelecia
As mãos corriam pelos olhos, arregalados
Que apontavam, rumo aos meus
Aquela luz que o sol deixara ainda escondida
Atravessava a pele dela, colorindo...
Eis que pude ver a cor de seus olhos castanhos-café
Que adoçavam meu gole de olhos nús.


Foto-imagem extraída (Google).

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Relógio de parede e o sexo anti-horário




Condensado era, o tempo
Escorrendo entre os dedos
Da mulher da cintura de veludo
Perdido era, o passageiro
Entre as visões nas grades
Do portão colado
Ao Jardim-cor-de-sol

Saia justa pusera,
Aos olhos da libido dos ponteiros
Em comer as horas

Assistia assim a orgia,
Eu e a mulher da cintura de veludo
No jardim, ao sol
O ponteiro sucumbia diante as horas
... E o tempo ? Esse?
Esse, abria as pernas do relógio
Para introduzir um sêmen de tempo,
Que dura apenas 47 segundos.


Foto-imagem extraída (Google)