segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Enquanto espero o trem chegar

Lúcida como um pássaro sem ninho
A lua perfura a visão da noite
Clareando a estrada pensante
Coração no asfalto da incerteza
Proliferando pegadas repetidamente luzes,
Cigarros ecoavam sinais
Embaçando estrelas do céu de minha boca
Num gosto amargo e seco
Aguçando o calor, fogo de isqueiro
Sem força para mais um trago
Sem compaixão, nem desespero
Permanece a noite cega e alusiva
Lúcida como um pássaro sem ninho.

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