quinta-feira, 22 de novembro de 2012
6:47 am de Histórias pra acordar ( ou o ouvido dormente)
Acordei o dia hoje,
Com gosto de cigarro na boca,
Enroscada no lençol de dois dias
Dei um beijo nela, como dito
"eu não faço idéia do que temos pra hoje..."
Era amargo igual, a boca dela no doce
Da manhã,
Era o cheiro do café entrando,
Coado pelas cortinas na janela
Era o pijama colorido, que cegava-me
Toda a manhã de cinza,
Acordava eu, nú
Ao lado dela, solta
Ah teu cheiro no lençol,
Essa flor branca de pernas roliças
Coberta da cintura pra baixo, solta.
Era de se acordar mais cedo
Só pra pegar o primeiro instante
Do dispertar, o primeiro sussurro dos olhos
De leves pulsações, até desabrocharem
Em meio ao meu gozo de gargalhar
Diante daquela cena avassaladora de sonhos,
É bom sonhar quando se acorda, sem rumo.
Dei um beijo nela, como dito...
"eu não faço idéia do que temos pra hoje..."
Foto-imagem extraída (Google).
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O vestido que come o mar... do avesso
A gente beija o mar,
É como um alguém cantando o passado
E pára, pra riscar as memórias
Que ficam indo nas ondas.
A gente flutua na luz,
E tem que deixar tudo parado,
Porque o movimento é tua saia
Sobre o nosso mar.
Poesia (Yasmin Rocha).
Foto- imagem extraída (Google).
Salvador, 12 de novembro.
A gente busca o mar
E sua infinidade, finito
Seria o pensamento que navega
E de tanto remar, a gente é engolido
Pela quebra-água dos sonhos afogados
Ah nau ! carrega contigo o presente
Que lhe dou,
Finito é o mar, de ponta à ponta
De onda à onda,
De mar à mar,
Caravela furada, o vento parte
A nossa sombra de onda solta
E não solta do meu mastro-braço,
Afogados,
Naquele que nos carrega como infinidade,
A gente voa, pousa, pensa infinitamente,
Só o mar é finito.
Nós? Finitações de peixes fora d'água.
Foto-imagem Rafa Oliveira - salvador -ba.
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