Arcanjos que embriagam-se de angústia
Num vício cósmico de cada ser
Escancaram nas janelas,
Sorrisos presos em algodões manchados de pólvora
Trazendo cada vez mais o toque de recolher
Recolhendo ao sopro sonhos mastigados,
Sem sabor que cesse a fome angustiante
Da pobreza celestial ,do senhor que não usa óculos de arco-íris
Não arranca das entranhas dos famintos
O vício embreagante dos arcanjos
Devoradores de ilusão.
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