sábado, 2 de fevereiro de 2013

Combustível do sonho estacionado - Poema por acidente




Na velocidade da imaginação
Corremos no risco, riscando uma luz
Entre o espaço contido na tração
Atraindo um colapso de junção só
Era o impacto vindo do nada, esquerdo
E jogados à esquina do sonho, realmente
No sumo do sobre-viver, era o pára-brisa
Ressaltando a imaginação fugida.
Virava eu, o astronauta no giro
Como a própria força mental inconciente
Girava e girava, alguns segundos repartidos
Em fatias, olhava-nos sem conhecer o próprio
Circulo que traçamos, com o queima-pneu
Marcado no asfalto do peito, batendo
Rebatendo, era um encontro que não tivemos tempo
De marcar, restou o acaso e o momento certo de tocarmos
Nossos lábios de ferro e o corpo quente como um motor,
Nisso tudo... lembrava eu, de um macaco de pelúcia
Solto na cama de alguém, era o momento estático
Os olhos fixos no espelho pequeno do lado de fora,
Sem piscar, como estavam os faróis do teu corpo de metal.
Do que restou, foram migalhas de aço no chão
E uma real ilusão estacionada na esquina.


Foto-imagem extraída (Google).

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