Este é o primeiro capítulo do esquecimento,
Das coisas que me somem entre os dedos,
Como areia.
Pois somente eu, e você diário poderão saber
Do que me refiro,
Mas que idéia essa, de escrever sobre o que se esqueceu?
É esquisito, pois, não me lembro ao certo, disso só sei
Que me esqueci, do nada, de uma coisa sua... até agora uma só!
Mas só me toquei que esqueci, quando tentei lembrar.
A primeira ação que me fez esquecer de teu beijo, foi quando, do nada,
Rocei a língua em meus lábios, aveludando-os
Logo após um gole d’água na madrugada.
Ah minha moça, qual o gosto do teu beijo mesmo?
Era doce? Salgado? Tinha gosto de que?
De terra? De areia? de Bala de maça verde, ou azedo como limões verdes?
Engraçado, que não sei... Não tinha como se comparar com algo,
Como tocar uma pêra com os lábios e...mordê-la.
Bem aventurados sejam os que nunca esqueceram
Do gosto de um beijo,
Seja o gosto qualquer que ele tenha... tenha-o !
Como era a textura de teus lábios?
Lábios Lisos, ásperos, rachados
Ou pareciam-se com kiwis aveludados?
Mais uma pergunta perdida em tuas páginas, folheadas.
Engraçado era, que tudo isso se fez apartir
Do gole d’água da madrugada,
A água,
A qual não lhe foi dado sabor algum !
Teu beijo moça, diluiu-se como água,
Caiu em des-gosto.
Mas ao acordar das folhas do diário,
E logo após outro gole d’água, toquei
Os lábios com os dedos, e estava
Os meus, manchados de batom... vermelho
Ao menos sabia naquele momento
Que havia uma cor naquele beijo,
Restava agora lembrar que gosto o vermelho tem !
Foto-Imagem extraída (Google).

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