segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Carta ao acordar - Matérias desintegradas de mim mesmo
Basicamente o que escrevo sobre mim
São sonhos, todos esses papos jogados fora
São matérias desintegradas de mim mesmo,
As histórias fantásticas que me deparo
Ao fechar das cortinas dos olhos.
Há uma intensidade tão forte e comovente
Que dentro dele, no sonho, me machucava
Ao ponto de acordar com as feridas no corpo,
O relato do fantástico espaço de criar.
Era o ponto de encontro com a moça do vestido flutuante.
Era o único espaço onde ainda conseguia enxergar
A cor de seus sorrisos que combinavam com seus vestidos.
Ah vestidos ! eram vocês, tecidos soltos, que a deixavam
Com mais "buniteza".
Era onde existia, de fato, os objetos, os lugares, a companhia
Necessária para que o sonho fosse "real".
Gozávamos os nossos corpos nús rolando
Na grama, aquela longa esteira verde inflamada.
Assim ia me entregando como na vida
Nunca tinha me entregado, me jogado ao prazer
Da real ilusao de criar felicidade,
Mas de que ter a consciência? Eis que,
Conscientemente percebi estar alimentando
O mais belo dos sonhos, que nenhum ser ousou em sonhar
Na face de toda a realidade presente.
Era assim, que nasciam as feridas então,
Os hematômas na cara espancada por beijos
Vermelhos... Acordava-me!
Era agora encarar o real, sem sonhos coloridos,
Sem grama, sem vestidos
Sem sorriso, sem moça.
E dessas feridas ficaram a mais alienante situação
De acordar e não poder ver,
De não re-conhecer mais aquela moça dos vestidos
Na real vida de todos nós,
Mesmo se a visse não conseguiria sair uma palavra sequer dos meus lábios
Trêmulos,
Mesmo que seus vestidos ainda voem quando eu abrir os olhos.
Foto-Imagem extraída (Google).
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