sábado, 22 de dezembro de 2012

A porta para as galáxias do fim do mundo - Baseado em fatos fantásticos



Peguei meu lençol velho de sofá
E cobri o canteiro do jardim,
Era a cama de um certo sonho meu
Tomei o céu estrelado como meu cobertor
Frio, era de me tomar todo e o som
Aveludando a janela do ouvido,
Era o espetáculo que assistia
Colado na terra, como uma semente
De cometas, a ansiedade me mordia os lábios
Eu ainda dominado pelo sonho, arrepiava
Como nunca antes tinha arrepiado, na realidade.
Quem eram os deuses desse tempo? Vinham de cima,
As três luzes que segui com os plutões dos olhos
Até o muro e pinheiros, era meu calendário marcando
As horas certas, passageiro era o relógio estelar
Que me avisava, passageira, passava, passando num nó
Desatando o ciclo que me veio a mente naquele instante que marcava
às 00:00 hrs. Zerou !
Desfazia-se, fazendo um novo dia.
O espetáculo? Esse se fez no exato momento em que rasgava
A cortina falsa do céu e pude ver o que todo mundo prometia,
O "planeta de possibilidades impossíveis"
Assim já tinha notado o corpo habitado, suavemente suspenso no ar...
Escancarado para o cosmos, o silêncio veio quietinho
Quando o vi, não ouvi!
Ah prazer lunático, me envolveu...
E eu gozei com os olhos o parto,
Quando a porta para as galáxias do fim do mundo se abriram.
Era eu um astronauta de jardim cósmico, que acreditava
Na navegação interior do espaço, que não tinha mais espaço
Que caberia minha constelação de ilusões fantásticas.
Une o verso à frente...Universo!


Foto-Imagem extraída (Google).

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