quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Náufrago das memórias de um remo



Ei de estar mergulhado
Na dúvida,
Aquela que mastiga o calcanhar
No momento em que nos vemos, sós
Há de querer correr, sussurrar no ouvido da esquina
O desabafo, um bafo quente rente as mãos
E levo o tapa, em meio ao lençol
Amarrotado pelas pernas e de tanto remar,
Meu barco permanece ancorado,
Entre o seio,
E teu mar, em chamas querendo
Alguém pra mergulhar,
Vá velejar, não escondam-se
Do prazer que quer sentir, das mãos e bocas
Secas, como pupilas ressecadas de tanto desaguar,
No teu amar, mar
Amarrado, desato a âncora do teu cais
E pela euforia da tempestade,
Teu mar na luneta dos olhos se diminuia a um copo d'água
Porque ficaste tão pequenina? Ah certeira dúvida.
Abri as velas, estufadas
Como o peito aberto na brisa do ventila-a-dor,
Eis que por um isntante quis mergulhar novamente em ti,
Mas tua alma está muito rasa...pra cair de cabeça.


Foto-Imagem extraída (Google).

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