sábado, 13 de outubro de 2012

Reflexão do tamanho da Vergonha




Onde está a identidade do meu corpo nú ?
Eu me despia frente a um espelho sujo
De poeira vazia, vazada nas pontas
Eis que afrouxava o elástico e a bermuda cinza,
Como cinza caía, escorrida
Roçando as coxas até os calcanhares sujos.
Onde eu nú, caberia na atmosfera humana ?
Deparo com os pêlos que cobriam
A vergonha da íntima pele,
Você já se tocou hoje ?
Des-cobri a minha timidez entre as nádegas,
E via-me agora, pequeno que era,
Grande dentro do espelho
Do outro lado, mais claro
Que não cabia nem o olho estatalado.
Era reflexo da intimidade, que saía da camisa florada,
Aflorada, aberta... os botões soltos, frente à frente
O corpo ao inverso... em vergonha eu me devoro,
Como (nú)nca.


Foto-imagem extraída (Google).

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