segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Borbulha ou História de pescador


Em meio a fumaça nascia um peixe flutuante
Daqueles bem grandões,
Grande o bastante pra cobrir o teto do quarto
Era ele que cuspia
Bolhas e mais bolhas de sabão
Que estouravam nas pontas
Dos nossos dedos finos.
Esse aquário que a gente mergulhava
Levava-nos ao fundo da penetração consciente,
Ciente estávamos de que a canoa era pequena
Para caber tanta euforia junta,
Foi assim que desaguamos na boca do peixe,
De isca afundamos,
Findamos um laço forte nas escamas
Em camas de conchas
Era uma nova pele que habitava,
Você ainda respira bem?
Porque? Você já quer voltar?
Quero papo de peixe,
Que escapa na bolha, subindo pra margem.
Foi quando ao olhar o copo d'água
Já estava extasiado do gole,
Com as botas úmidas e lamassadas
E na etiqueta da blusa... um anzol,
Pesquei-me.



Foto-Imagem extraída (Google).


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