quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As histórias voam e sopram os ouvidos



Ouvi muitas histórias
de pessoas sentadas ao meu lado
no banco da praça fria,
sem ao menos perceberem
que estavam me contando
seus segredos, seus sonhos,
suas desavenças com a vida.
As vezes me dava à ousadia
de rir de suas palavras sinceras.
Ah como era engraçado a vida
contada!
Mas também há tanta prisão
nessas especulações de que tudo
"um dia irá ser bom".
Foi assim, quando um casal
se sentou ao meu lado
e em seus fortes abraços
e as conversas, que percebi
a tal prisão. No mesmo instante
eu folheava as palavras do poeta
educador, que dizia: 
"...as flores não têm porquês; 
florescem porque florescem. 
Pensei que seria bom 
se também nós fôssemos
como as plantas, que nossas ações 
fossem um puro transbordar de vitalidade, 
uma pura explosão de uma beleza 
que cresceu por dentro 
e não mais por ser guardada. 
Sem razões, por puro prazer."

E tudo anda assim,
precisando flores-ser!




Foto-imagem extraída (Google). 
 
 

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