Me pego no teu apego,
nas portas e janelas abertas,
por onde corriam
as crianças em forma de vento.
Maria me disse um dia:
- O teu abrigo, não nos obriga
a ficar!
pois que bunito era
passar sempre de frente
da janela, e espiar a saudade,
essa dorzinha prazerosa,
como aquela, que dá nos dedos
dos pés, quando se tira o sapato
apertado,
a vida tem seus tamanhos,
mas a gente se aperta
pra caber.
foto-imagem extraída (Google).

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