domingo, 17 de março de 2013

Carteiro de uma casa só



Sim, faço-me afoito,
de correr até a tua rua,
tocar a campainha nua,
ver tua pele crua me atender,
nisso, em meio tempo, acender,
um sorriso na caixa de correio,
eu leio essa carta pra ti,
pausando os suspiros,
até porque, ser
um carteiro de uma casa só
é poder re-inventar o dia,
a mesma casa, a mesma
campainha, o mesmo dim-dom,
só a luz de teu sorriso é que nasce
na brecha do portão...sempre diferente.

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