quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Relógio de parede e o sexo anti-horário




Condensado era, o tempo
Escorrendo entre os dedos
Da mulher da cintura de veludo
Perdido era, o passageiro
Entre as visões nas grades
Do portão colado
Ao Jardim-cor-de-sol

Saia justa pusera,
Aos olhos da libido dos ponteiros
Em comer as horas

Assistia assim a orgia,
Eu e a mulher da cintura de veludo
No jardim, ao sol
O ponteiro sucumbia diante as horas
... E o tempo ? Esse?
Esse, abria as pernas do relógio
Para introduzir um sêmen de tempo,
Que dura apenas 47 segundos.


Foto-imagem extraída (Google)

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