sábado, 18 de agosto de 2012

A olho nú





Teu corpo era cego
Bruto e preso a si mesmo,
Os olhos que esperava ver
Eram cobertos por lentes de seda branca
Com bordados de flores amarelas-pálidas.
Quando o sol estava saindo pela porta dos fundos
E deixando ainda um pouco do alaranjado
Em minha xícara de café suado
Ela veio sem seus óculos,
Teu corpo agora trasborda pelos olhos
A pureza, ingenuidade de seus pelos
Arrepiados na pele crua,
Eis que a pupila dilatada e dura
Sentia o prazer de que a brisa estabelecia
As mãos corriam pelos olhos, arregalados
Que apontavam, rumo aos meus
Aquela luz que o sol deixara ainda escondida
Atravessava a pele dela, colorindo...
Eis que pude ver a cor de seus olhos castanhos-café
Que adoçavam meu gole de olhos nús.


Foto-imagem extraída (Google).

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