terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Mudo Desbocado





Palavra solta...
Da boca, desbocada
Na mesa da beira
Incerta e certeira
Na mesa da beira
De um pulo e susto
Do sussurro no ouvido surdo
Mudo, eu mudo, re-mudo
Calo, re-calo passo a vez
De ser, não ter palavra certa
Corta a seta que indica a meta
Palavra solta da boca
Sem voz, meu Deus...Que medo
O tenho guardado no armário
De poeira da língua suada
Sem nada, sem tudo
Com tudo isso no meio,
No canto, em baixo, mais baixo
Quase mudo, sussurro
Palavra solta da boca
Sem dente, contente
Sem sorriso, teu riso
Na boca de canto
Eu canto, no canto do quarto
De um lado mais claro,
É claro! no escuro da cor
Sabor do que tem na dor
Prazer, sou eu que vim
Pra cá de lá, acolá
Levar pro altar o gosto
Desgosto de ser sem tom
Sem som pra ouvir na varanda
Vai...Anda, caminha
Com... A minha mão na mão
Enquanto canto de canto
Do pescoço, pescando teu osso
A sorte de dizer e repetir
Pedir, uma palavra
Solta da boca.

Foto - Imagem extraída (Google).

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