quinta-feira, 12 de março de 2015

O futuro sempre foi eterno



Noite a dentro, mergulhamos
no vão que se estende entre
a claridade artificial dos postes e a inutilidade
dos nossos pensamentos futuristas,
e nos fazemos astronautas do contra-tempo,
com a espera de desvendarmos 
essa mutação de idéias...
trancados no distante universo do agora!
E assim podemos criar os majestosos museus
dentro das próprias casas... no futuro.
E cá estamos, estacionados nas janelas
assistindo as possibilidades de vida
nessa televisão pulsante e real,
que respira fundo e nos sopra de volta o ar frágil
tomado no nosso meio soluço
e nos deixando um buraco no peito, afim de
jogar na inquietude de nossa profunda-mente.
Vem de lá, ela de mãos dadas com o tempo,
a multidão inexplorável da vida e suas receitas
do futuro sem fim.
Há de sermos derrotados por nós mesmos
e esquecidos dentro da nossa pele.
É necessário entender...
entender o ritmo que nos pertence, que nos toca
e depois de tocado nos deixará de pertencer
antes que o esquecido vire lembrança.
Bom seria entregar-se a arte do descuido
e interromper esse ciclo da angústia.





foto-imagem extraída (Google).

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