Palpebras...
palpebras...
as mais sutis coisas pesadas
que modelam as expressões da face
como as areias densas do deserto...
deserto...
talvez essa seja a teorica-mente
vida inútil e vaga,
que passeiam nos pesares das palpebras
palpebras...
palpebras...
moram nos seus involuntários
movimentos da carne trêmula.
desabrocha essa flor seca
das pupilas desgastadas no sono do outro amargo
que os lírios lhe pintam as veias,
nervos pulsantes da sensação
se recuam às asas das palpebras...
Salvem os olhares vivos!
foto-imagem extraída (Google).

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