segunda-feira, 15 de julho de 2013

Todo santo remédio - Monólogo da Loucura




Aprendi que o tempo é muito lento
que a gente pensa tão rápido
que não dá tempo de parar.
Minha mãe que tinha o poder de fazer o tempo
passar no tempo que ela quisesse,
ah mãe! O que é o meu delírio?
Me arranja um remédio que cure isso!
Toda mãe tem remédio que cura tudo quanto é mau.
Eu só não sabia qual era o meu.
É isso, eu to desaprendendo a andar no tempo,
os relógios não me servem tanto quanto serviam.
Eu sou sempre o que passou e o que tá vindo.
Talvez esse seja o meu mau, não ser o agora, o que é.
Não mãe, eu não quero cair na loucura.
Eu sempre pensei que a senhora
quisesse que eu fosse igual a todo mundo
e bem que agora, eu queria mesmo ser igual,
ser um mesmo resultado de uma soma diferente.
Seguir por esse rumo deixa a gente
tão vulnerável, sem proteção.... tão só,
é bonito, não vou mentir,
mas é muito fácil cair no nada,
e é bem lá, no nada,
que a gente se depara em questionar
o porquê das coisas serem assim.
Eu não quero cair nessa loucura!
É como se a gente nunca tivesse remado
e sempre estivesse acreditando no vento
nos levando nas costas, prum passeio.
Como se tudo que acabasse, não tivesse fim.




foto-imagem extraída (Google).

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