terça-feira, 4 de junho de 2013
A particula de poeira suspensa em um raio de sol
E toda gratidão
e todo medo,
e todo receio,
e toda cumplicidade,
era esse relógio que girava
na velocidade do movimento planetário,
eram os pensamentos confusos,
e toda simplicidade,
e toda solitude,
e toda risada forçada,
e todo verso que não vale
era o suicídio insistindo,
na meia volta dos olhos doloridos,
e o trançar da barba mal vista,
e toda a esmola vendida,
e todo pingo d'água na pia,
e todo o silêncio e agonia,
e toda a luz apagada,
era o que ninguém queria,
um resto de pensamento depressivo,
o meu ouvido doído de zumbido
da abelha na flor mal-cheirada,
e todo o amargo,
e todo o cansaço,
e toda a complexidade,
e toda a solução,
era o soluço de querer parar
de sentir o arrepio...pio.
E toda resposta mal perguntada,
e toda a curva de estrada,
e toda menina mal-amada,
e todo o mundo tão parado...
Todo.
Tudo.
Toda.
Me fazem nada.
"O pálido ponto azul".
foto-imagem extraída (Google).
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