domingo, 28 de abril de 2013

O pregador e o varal - Alma lavada



Guarde bem o teu anseio
leve, cheire a flor que tem no seio
que desabrocha, flexa na rocha
que fura o peito nú,
queda na volta, abre e solta
aquele beijo...
Pendure bem aquelas roupas,
prega a dor neste varal,
sopra um vento que enxuga,
qualquer previsão 
do tempo que não muda.
Saia que roda, corpo na corda
feito o teu pião
chuva na volta, pára e molha
aquele rosto.

e fura o peito nú
e fura o peito nú.

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